52 - A Dose Final
Primeiro porque eu não dei sequência a coisas que eu deixei em aberto há anos e nem iria. Não vou ser desonesta e dizer que vou dar continuidade porque não vou, isso é um fato. Segundo porque, atualmente, o Facebook dá uma abrangência maior caso eu queira postar textos e afins. Por concluinte, a gente sempre tem que saber a hora de dizer adeus, e esse é o meu adeus deste site que me gerou momentos muito preciosos (desde quando eu tinha que escrever o texto em casa, pôr num pendrive e postar aqui até este texto, que está sendo escrito no meu celular e postado do conforto do meu sofá) que eu vou levar pra sempre.
Pra quem eu conheci aqui, pra quem eu já troquei ideia aqui, pra todo mundo que já parou pra dar uma olhada nas minhas tolas e pretensiosas crônicas sobre a vida... Muito obrigada. Vocês foram incríveis, até quando eu quis ser vlogger ou quando eu escrevi em internetês. Eu aprecio vocês demais.
Obrigada por tudo. Eu ainda vou postar um ou outro poema mequetrefe e pretensioso no Existo, Penso & Escrevo . Sim, isso é um adeus.
Com amor,
Isis Cardoso.
Amor pós-moderno e outras desconvenções
Eu sumi de novo, é. Eu nem sabia que ia voltar de novo um dia, mas é também.
Mas eu escrevi uma coisa que é tão a cara de quando eu punha a cara aqui que não resisti e resolvi postar. Mesmo que ninguém veja, ou uma pessoa só. Tanto faz. De qualquer forma, é bom me sentir em casa.
Unicórnios e outras coisas maravilhosas
Eu estava tentando, sim, ser uma pessoa melhor e mais sensata, mas isso não estava me fazendo muito bem... Então, resolvi mandar todas essas convicções da vida adulta um pouco de lado e correr na frente de um sonho que quem acompanha não apenas este blog como a minha vida sabe muito bem: a música.
Mas eu não poderia crescer nisso sozinha. Eu sempre precisei de apoio, de braços que me erguessem, de complementos, de personalidades que junto comigo se tornassem uma coisa só.
Em Agosto ou Setembro, não me recordo ao certo agora, eu conheci a primeira parte desta quest: Thais Lima. A gente se conheceu na zueira, ela mora perto de mim e foi uma questão de tempo até a amizade ir além do site do pássaro azul e se tornar algo real, com direito a frases e até mesmo olhares só nossos. Assim que descobri que Thais tocava bateria, houve um desejo de fazer uma banda com mais duas gurias, a Artista Desconhecido (com Paulie Rodrigues e Carol Oliveira), mas devido ao fato de as outras duas morarem muito longe, congelamos este projeto e planejamos um "projeto paralelo"
Em Novembro de 2012, conheci Rita Valentim em um evento ao qual só fui por querer assistir meu professor de violão em performance. Se ela não tivesse puxado assunto, continuaria apenas tendo um projeto ou talvez nem tivesse chegado perto de nascer algo a mais daí. Em Dezembro, Thais (ou xis) e Rita se conheceram e, em dois meses, nos tornamos a formação original da Unicórnio Maravilha. Com um misto de trabalho e zueira, lançamos nosso primeiro EP chamado "Está Morto O Movimento Hipster" no dia 7 de maio de 2013, iniciando algo novo e com diversas possibilidades.
Estar numa banda, por mais glamouroso que pareça, é quase como um emprego comum (a diferença é que inicialmente, numa banda, você paga para trabalhar e não sabe qual será sua compensação). Passar dias da semana resolvendo assuntos corporativos, mas também rindo, comendo e tendo umas horas legais no dia tem sido a coisa mais incrível dos últimos meses na minha vida.
Cada um que ouve, cada crítica, cada elogio, cada homenagem dos amigos que gostam das nossas músicas, cada demonstração de afeto do nosso staff (que começou apenas com Suellen Ribeiro -de SP- e Raphaela Trindade -de MG) é uma vitória e eu espero MESMO que cada um se identifique, sorria, seja feliz com a Unicórnio, não importa como a gente fizer.
E como disse Renato Russo, "Aí, então, vamos viver. Temos muito ainda por fazer, o mundo começa agora... Apenas começamos."
O fim do mundo
Sinto muito informar pra vocês que estão esperando por 21 de dezembro, mas o mundo já acabou e ninguém percebeu.
Na infância dos nossos pais, diziam que o mundo ia acabar no ano 2000. Manipulavam passagens bíblicas, mexiam com o imaginário popular, instigavam o terror nas pessoas. Nessa brincadeirinha, muita gente se endividou no ano de 1999 como se não houvesse amanhã e nem duvido de seitas que fizeram suicídio coletivo (embora eu não tenha pesquisado sobre isso). Ninguém percebeu, mas o mundo acabou.
"OH, MAS COMO ISSO? PARA DE ENROLAR E FALA LOGO!"
Acabou, pela primeira vez, o mundo como conhecemos na década de 90. Os fax foram substituídos por e-mails, os bips foram substituídos por telefones celulares (de DUAS OPERADORAS cuja bateria durava aproximadamente uma ligação), os lps foram substituídos por cds, as enormes vitrolas deram lugar aos práticos microsystems, a internet não era mais um recurso das agências de inteligência... E daí para o meio da década, mais indícios do fim do mundo que conhecemos (No caso, até quem nasceu na primeira metade dos anos 90).
Então, veio o dia seis de Junho de 2006. Ouviu-se falar de TUDO OUTRA VEZ: fim do mundo, catástrofes globais imensas, abertura dos portais das trevas, terror, número da besta, seitas suicidas...TUDO OUTRA VEZ, SIM. E novamente, o mundo estava acabando aos poucos. A internet não era mais discada e se tornou um meio de comunicação instantâneo e democráticos, os serviços de telefonia cresceram, as câmeras de filmes de rolo foram substituídas por câmeras digitais, os celulares se tornaram cada vez menores e com vida útil extendida, os cds foram substituídos por downloads em mp3, o mundo se disponibilizou para download, a distância de comunicação entre as pessoas diminuiu... O admirável mundo novo do ano 2000 acabou.
Depois, veio onze de novembro de 2011. A mesma ladainha, as mesmas justificativas, os mesmos motivos para novos fanáticos fazerem novas loucuras enquanto o mundo acabava aos poucos. Os celulares se tornam cada vez mais práticos e inteligentes, as câmeras possuem resoluções cada vez mais realistas, a internet está em toda parte... Mas há um "movimento" de resgate aos hábitos antigos: câmeras analógicas, cds, lps, livros físicos, vitrolas, roupas que remetem a tempos onde não vivemos...
E o que será deste novo fim do mundo? Teremos, cada vez mais próximo, um paradoxo espaço-temporal entre tecnologia e conservadorismo? Ou finalmente teremos em alguns anos os carros voadores dos Jetsons?
(LEMBRANDO QUE do ponto de vista eclesiástico, não existe data exata para o fim do mundo e na visão científica, não precisa de uma explosão solar ou coisa do tipo para o fim do mundo - a humanidade já está colaborando bastante para isso.)
O que nos resta é esperar o que virá à partir de vinte e dois de dezembro deste ano de 2012.
A complexidade das pessoas
As pessoas são estranhas, muito estranhas. Dizem coisas, fazem coisas, se rebelam e agem de sangue quente, espalham rumores, fazem um mundo e o destroem com suas próprias mãos caóticas. Os animais não têm necessidade de criar polêmica, de disseminar a discórdia, de ficar na "zueira" pra esquecer seus semelhantes que tanto irritam... Mas as pessoas...
Ah, essas sim são complicadas demais.
Simpatia ou falsidade, timidez ou antipatia, amizade ou romance, não-afinidade ou inimizade, bom ou mau gosto, bem ou mal, Jesus ou o anticristo... As pessoas tendem a deturpar, confundir, contaminar e hostilizar tudo o que chega a seus alcances a troco de nada.
Pessoas são quase estúpidas, mas há também pessoas que colaboram, cuidam, dão carinho, suporte e atenção (e às vezes até chocolate). Pessoas que te defendem, que dão a cara pra bater em nome da amizade, que não gostam de trazer sofrimento aos prezados, pessoas que honram a raça humana. São raras, mas existem. E elas são a razão desse mundo não estar entregue ao caos, de haver comportamentos sem necessidade de estabelecer uma razão emocional, de Jesus ter se entregue pra salvar uma humanidade estúpida e não ter se tornado um antiCristo apenas preocupado com prestígio e fortuna.
Portanto, as pessoas podem optar por ser qualquer coisa. Ninguém é de todo bom, nem de todo mau; mas o importante é saber qual lado é prioritário na vida. Isso é o que diferencia ser dignamente humano ou só uma pessoa contaminando o planeta: a escolha.
Falando umas indecências
Num país onde a miséria está nas ruas diariamente a olhos nus e o desemprego assola milhares de cidadãos, as mídias manipuladas são imorais e hipócritas.
Fala-se muito da imoralidade como o ato de mostrar "sem vergonhice" na rede exposta; mas o que é "sem vergonhice" senão a falta de escrúpulos de falar de fome, crise, corrupção, saúde deficiente, educação de baixíssima qualidade e caos urbano e, depois de nos esbofetear com toda essa indecência nacional, dar "boa noite" como se nada tivesse sido dito?
Imoral não foi Nelson Rodrigues, com suas peças erotizadas que causaram escândalo à sociedade. Imoral não é um palavrão escapulido na novela das oito. Imoral é o País todo ver esse caos, que "nunca vai mudar" porque o povo se prostitui por meia dúzia de favores eleitorais de algum deputado ou vereador no tempo de votar. Não é necessária a censura quando todo esse nojo é exibido em classificação livre.
Para quê querer falar palavrão se todas as palavras do mais baixo calão já são ditas de modo tão trivial?
Outro post sobre a Autora
Muito fácil julgar sem conhecer, por isso estou escrevendo um post sobre mim. Poderia ser um tapa na cara da sociedade, mas prefiro tratar como um esclarecimento dos últimos três anos, ou seja : o que eu fiz da minha vida depois da escola.
2010 foi o meu ano emocional, e dele eu extraí tudo, até a última gota. Sorri (muito, e a maioria desses sorrisos foram graças a Isis Oliveira e nosso I², que um dia vai voltar -prometo), beijei, comecei namoros, viajei, conheci estrangeiros numa praia bizarra, terminei namoros, vi Eclipse, me apaixonei, namorei mais outra vez, me iludi, chorei um bocado, tentei ENEM e UERJ, não passei para UERJ, fui a última visita da vida de alguém e terminei o ano apenas eu.
2011 foi o meu ano de amadurecimento, um divisor de águas entre a garota que terminou o médio em 2009 e a mulher em formação. Consegui um emprego, passei para Química na IFRJ (mas perdi o prazo de inscrição), não tive nenhum relacionamento afetivo, escrevi quase 80 músicas, aprendi muita coisa sobre pessoas, negócios e caráter, me envolvi em DIVERSAS atividades eclesiástica, comecei as aulas de História da Música, tirei Carteira de Trabalho (CTPS) e Título Eleitoral, aprendi a ter que tirar energia de reserva para trabalhar, estudar e fazer as coisas da igreja todos os dias, saí da loja depois de nove meses (por motivo de fechamento), fiz OUTRO ENEM, chorei a morte do meu avô, tentei uma reconciliação com um dos ex com quem eu terminei (sem sucesso, com direito a lágrimas em pleno natal) e encerrei o ano fora de casa.
2012 tem sido o meu ano de "criar asas". Comecei o ano fora de casa, trabalhei por um mês ou dois em uma lanhouse, finalmente fui a um aniversário da Carol Zeilinger (uma vez que eu, sendo a pior melhor amiga do mundo, viajei na semana de aniversário de 15 anos) e minha cadela Oprah morreu dois dias,depois, terminei meus cursos de Música, retomei minha paixão por ciclismo, conheci um pouquíssimo de Nova Iguaçu, descobri que conheço o Centro de Duque de Caxias bem até demais para quem quase nunca vai lá, tive um namoro-relâmpago de um mês, comecei a me importar com meu pai (por perceber que manter sentimentos ruins não melhoraria nada em minhs vida), lancei dois EP's e duas demotapes na internet. O ano ainda não acabou, ainda tem quatro meses e um ENEM para viver, afinal.
TUDO ISSO E AINDA MANTENDO TRÊS BLOGGERS, UM PERFIL DE REDE SOCIAL E UM MICROBLOG.
Esclarecimentos feitos, e parece muita coisa para uma conformada sem futuro, huh?
Choques contínuos
Toda forma de respeito
AVISANDO: outro post sob perspectiva pessoal.
Uma coisa que eu não entendo é o preconceito. O Brasil tenta ser um país igualitário tendo lei contra racismo, lutando contra a homofobia, incentivando os direitos das mulheres, promovendo a igualdade religiosa... Ok, bonito, é realmente SUUUPER legal ver todo mundo igualzinho andando de mãos dadas com seus lindos sorrisos falsos. Mas se tem uma "classe" de pessoas que sofre um preconceito sem disfarce, esses são os acima do peso.
Muitas vezes por problemas de saúde, genética ou péssimos hábitos alimentares, o gordo (não vamos ser hipócritas, gordo é a palavra menos ofensiva que as pessoas usam) é discriminado, primeiramente, por si mesmo. Ele olha os pneuzinhos, a barriga pendendo, as gorduras balançando e não se sente feliz. Raramente um gordo se olha no espelho sem roupas, o desgosto é tanto que passa quase a ser um nojo de si mesmo, o que é a pior sensação do mundo.
Como se isso não bastasse, sempre tem um parente pra dizer "cê tem que fazer uma dieta, hein...", "já tomou chá verde?" "bebe mais líquidos" ou um simples "coé, bolota". Mesmo que a resposta seja um sorrisinho, ninguém gosta de se sentir inferior, não pense "ah, não tem problema". TEM PROBLEMA SIM.
A pior fase da vida do gordo é a puberdade, quando ganha os célebres apelidos, como bola, baleia, balão, balofo, adiposidade, bolo fofo, xbacon, pudim de banha, Moby Dick, cover do Faustão (quando era gordo, agora é um a menos), torresmo, suíno, Pumba ou - para os modernetes - fail whale. Nessa época, ou a pessoa emagrece, fica traumatizada pela vida toda ou (piores casos) se mata. Se torna motivo de piada e tem que ser ofensivo ou engraçado para ser respeitado até mesmo pelos outros gordos.
Ainda por cima, tem gordo que faz bullying a si mesmo, o que todo mundo conhece como "gordice". Sabe aquele cara com a calça xadrez e a camisa listrada que fica parecendo um pirulito na barriga? Ou aquela mulher que acha que roupa de malhar é pra fazer a feira e se transforma no mapa das celulites? Isso, meus caros, é o motivo da criação do termo "gordice". São pessoas que não aceitam seu corpo e acabam se expondo ao ridículo de um padrão que não é o seu.
Por outro lado, a indústria têxtil tem, sim, preconceito com gordos. Achar uma calça tamanho 44 já é um garimpo (digo por experiência própria, não me envergonho) e as seções plus-size são as de gosto mais duvidoso das lojas de departamento. As lojas especializadas têm algumas RARÍSSIMAS coisas interessantes,as a maioria são coisas florais ou de cores psicodélicas que beiram o circense.
Respeito não tem forma, não se esqueçam. Ainda mais em um país em que aproximadamente 2/3 dos habitantes NÃO VESTE 38. Então, lembre-se que o corpo é só uma capa, o que realmente importa é o caráter.
(e por favor, vamos criar bom senso...)
Normal
Normal, tímida, leitora de hq's infantis, fã de videogames, quieta quando se trata das condições físicas/biológicas inerentes à intercurso sexual e expectadora ativa de Bob Esponja... Do tipo que gosta de comer e odeia pensar na tabela de calorias que vem atrás do pacote de Doritos.
Amor!
Posso dizer uma coisa? Mesmo se não puder, você já está lendo o meu post, no meu blog, então eu digo o que eu quiser, já é? Então, a opinião que você tem sobre si mesmo... está errada.
Frases padrão de um relacionamento.
Faz um tempo que eu não faço minhas famosas (ou infames) listas aqui, então eu percebi que há uma série de coisas que TODOS NÓS dizemos em um relacionamento. Talvez não necessariamente nessa ordem , talvez nem todas as frases em um relacionamento... mas todos nós alguma vez na vida nos pegamos dizendo as
- Com você é diferente.
- Eu nunca me senti assim por ninguém.
- Larguei todo o resto, me consertei, agora eu só quero você.
- Você é meu vício, preciso de você cada vez mais.
- Acho que estou enlouquecendo, vejo você em tudo à minha volta.
- Eu penso em você todos os dias quando acordo e antes de dormir.
- Eu amo você
- Eu tenho estado com muitos afazeres ultimamente... desculpe a falta de tempo... Mas eu sempre penso em você.
- Terei que me ausentar por alguns tempos, mas eu mando notícias.
- Estou num momento difícil, preciso organizar meus pensamentos.
- Acho que temos estado distantes demais ultimamente.
- O melhor para nós é darmos um tempo.
- Espero que você fique bem, eu só quero o melhor pra você...e não sou eu.
- Ainda podemos ser amigos, não?
Luto pelo luto
Não, a morte nunca deixou de doer. Principalmente pelo fato de nós, seres humanos, sermos ensinados a lidar com tudo, exceto com a morte. Não é de nossa natureza saber lidar com perdas, principalmente com perdas de pessoas que amamos.
Contudo, nem todos pensam dessa maneira. Desde a frieza dos coveiros até o entretenimento pueril em empinar pipas e/ou correr de bicicleta em um local tão pesaroso e carregado por choro e saudade. Como pode não haver comoção... Ou pior,
Parece inacreditável, mas já testemunhei tais cenas mais de uma vez. Me pareceu bizarro, ou até mesmo sádico, que pudesse ocorrer tal coisa.
Pelo visto, o luto morreu. Mas, como sempre, a vida continua.
Represa Tapajós
É, eu estive sumida por um período de tempo razoável, mas pretendo dar atenção à todos os meus blogs e outros veículos de mídia online adequadamente.
Estamos em Dezembro, o tradicional mês das análises aqui no blog, mas eu quero falar sobre algo diferente, que me revoltou muito no Globo Repórter de sexta-feira, 02 de Dezembro de 2011.
Primeiro: Sim, eu assisto documentários quando eles me dão sono.
Mas, no específico, o que me revoltou no tal programa não foi a voz causadora de sono do Sérgio Chapelin, mas o caso das represas que serão feitas ao longo do rio Tapajós, no Pará.
Nada contra o fato de finalmente a região Norte ganhar sua fonte de energia, mas todos sabemos que o Pará faz parte da região da Floresta Amazônica, por enquanto a maior do mundo. O Estado do Pará já ganhou a Transamazônica, que causou um enorme desmatamento ali sem se importar com nada.
A região do Rio Tapajós possui espécies raríssimas, como a Ararajuba, o Cachorro Do Mato De Orelhas Curtas e o Pássaro Caçula (com seus impressionantes 6cm de comprimento), além dos diversos tipos de árvores, peixes, tartarugas... E também as pessoas habitantes da área.
As barragens das usinas impedirão algumas espécies de peixes a reproduzirem-se durante o fenômeno da Piracema, além do alagamento de uma região enorme de floresta. E agora, eu pergunto...
ONDE ESTÁ O IBAMA NUM MOMENTO DESSES?!
Você que está lendo, não precisa repassar, nem fazer abaixo assinado contra as represas do Pará nem nada... Mas pense: Alguém tem que fazer alguma coisa.
Intolerância.
Antes de tecer qualquer comentário, eu gostaria de expressar meu extremo carinho à comunidade Evangélica do Brasil, embora a religiosidade de nossos tempos esteja sufocando o que realmente são os princípios ensinados por Cristo (e é por isso que eu prefiro dizer que não tenho religião, apenas tenho Jesus como Senhor e Salvador da minha vida. Já disse Karl Marx que "A religião é o ópio das massas").
Também digo que não tenho nada contra a comunidade homossexual. Os gays são pessoas como qualquer um, não é a opção sexual que torna-os "aberrações" ou "coisas absurdas que têm que tomar uma surra para tomar jeito na vida" , conforme já ouvi pessoas dizendo nas ruas. Caráter não tem a ver com opção sexual, e surra não dá jeito em ninguém (senão muitos políticos deveriam entrar em um corredor polonês antes de se dirigirem a Brasília, não é mesmo?).
Agora, as minhas considerações. Gays são pessoas como qualquer outra, eles têm vida política e devem, sim, ter direito ao casamento e à adoção, todo mundo merece ser feliz. Mas até a comunidade gay, como eu vi no programa "Até que faz sentido" do Felipe Neto, acha que a postura dos militantes do GLBT tem sido, sim, extremamente xiita. Agora até um "ai" que é dito de um jeito mais grosseiro já é considerado homofóbico, e a PL-122 restringe à nós, formadores de opinião, qualquer tipo de ponto de vista exposto. Afinal, querem ser tratados como iguais ou postos num pedestal como seres acima de toda a ciência? Até a Presidenta recebe críticas na mídia e não manda prender ninguém por isso... É, não queremos entrar em uma ditadura gay... Afinal, do que adianta reclamar da intolerância sendo intolerantes à todo o resto?
Por outro lado, os evangélicos também não estão certos. Por muito tempo, os cristãos foram criticados também, e até hoje em alguns lugares do mundo, sofrem tanto quanto os homoafetivos - ou mais, até. Foi uma batalha e tanto para termos cristãos nas bancadas do Senado e nas câmaras, embora alguns envergonhem o sangue do Cristo que pregam com suas malas cheias de dinheiro de impostos sonegados e seus envolvimentos em mil e uma CPI's. Pelo que eu saiba, o Jesus que morreu em uma cruz, escarnecido e ridicularizado por toda uma nação, não excluiria e condenaria as pessoas pela vida que levam. Ele não cobriria com pedras, mas sim, com o Seu amor. E onde está o amor da igreja nesses "últimos dias"? Está no próximo ou apenas em si mesmo?
Nessa batalha, eu sou à favor da humanidade. Seja cristão ou ateu, seja hétero ou homo, somos todos PESSOAS, e temos que ser respeitados por nossa condição humana, e não pela vida que temos. Amor acima de todas as coisas, como o Mestre ensinou.
Amor, Poder e Temor.
Este foi um questionamento levantado na obra "O Príncipe", do ano de 1531 (recente, né?) e que certamente foi indagado pelos principais líderes de Estado antes e depois do surgimento deste trabalho literário. Conhecemos na História da raça humana diversos deles que tentaram instigar uma forma de amor manipulado à partir do medo, como Alexandre, o Grande; Napoleão Bonaparte, os presidentes de regimes ditatoriais e , claro, o mais célebre de todos...
Adolfinho Hitler, o austríaco
Mas um exemplo claro dessa forma titânica de autoritarismo foi instituída pelo governo babilônico, cuja evidência histórica encontramos em um livro que todos temos em casa: a Bíblia. Um dos primeiros registros de "serviços secretos" conhecidos pelos estudos humanos foi a instituição do sistema dos sátrapas, que nada mais eram que um grupo de administradores que investigavam a ordem do governo, e caso houvesse algum indício de discordância com o rei, o infeliz era condenado à pena de morte.
Milênios se passaram desde o princípio dessa egomaníaca, arrogante e insegura iniciativa, mas os avanços tecnológicos de nossos tempos tornam o ato de ser um sátrapa super simples: é só um indivíduo com princípios rudimentares de informática saber manusear aparatos eletrônicos com gravadores e nanocâmeras. Antes, ter sátrapas era um privilégio real, mas agora qualquer pessoa corrompida pelo verme do poder consegue ter seu "mini serviço secreto" a um preço acessível, que nada mais é do que pura invasão de privacidade - sujeita juridicamente à indenização.
O bom senso seria uma medida eficaz para evitar transtornos, sem quebra de privacidade e sem aborrecimentos. Quem procura acha, então o melhor é deixar de procurar, não se importar com a opinião alheia e tratar seus semelhantes em condições dignas, pois ser amado é, SIM, imensuravelmente melhor que ser temido, uma vez que o medo só provoca os piores sentimentos nas pessoas.
Erro e redenção
A vida é uma só... mas as escolhas são muitas... Portanto, quando cometemos um erro, merecemos perdão... mas o que fazer o torpe músculo que bate dentro da caixa torácica pulsa desesperado pelo estímulo das ideias erradas?
Será possível ganhar o perdão depois de enganar e magoar? Será que prevalece a capacidade de engolir o orgulho, admitir o erro e pedir uma nova chance?
Ou é dada apenas uma oportunidade para tudo o que se sucede na vida?
Bem e mal.
Quem somos ou de onde viemos?
E gente bizarra tem em toda parte. Seu vizinho pode ser hermafrodita, seu colega de quarto pode ser um bi enrustido com diversas perversões, sua professora bem legal pode ser assexuada e aquele caladão que estudava com você na quarta série pode, sim, ser um assassino. O que está perto nunca interessa a ser descoberto, mas as pessoas preferem formar ideias baseadas em estatísticas isoladas do que descobrir as pessoas como realmente são, o que é uma tragédia.Antes de querer julgar alguém pelo lugar onde vive, saiba primeiro sobre o caráter do indivíduo. Sua opinião será bem mais completa.
O que importa é o caráter, não a localização. Fica a dica.
Ainda há tempo
Todos se preocupam com a Grande Barreira de Corais, com as calotas polares do Pólo Norte, com os oceanos, com as baleias brancas, pretas, azuis, Jubarte, com os pandas, com os jacarés do papo amarelo, com a Floresta Amazônica e até memo com o Acre... Mas eles têm os grandes ambientalistas, as celebridades e as fundações ativistas como a WWF e o GreenPeace.
O resto das pessoas se sente deslocado na missão de transformar o mundo; e há, sim, pequenas coisas a ser feitas para deixar o mundo sob controle. Cada gesto conta, como jogar lixo nas lixeiras [porque é por isso que elas servem, né...], evitar o máximo possível os veículos motorizados [para evitar as emissões de Monóxido de Carbono - CO - e Dióxido de Carbono - CO2] e reduzir o uso de sacolas plásticas [já que não dá pra ignorá-las hoje m dia, a solução é reutilizá-las, usando as sacolas das compras para pôr o lixo em vez de acumulá-las - ou jogar na rua - e comprar os sacos grandes de lixo].
Se cada um fizer sua parte, por mais inútil que pareça, o mundo pode ser um lugar mais agradável para nossa existência. Conteste, mude, faça algo melhor.
Pequenas atitudes podem, sim, revolucionar. O mundo pede socorro, e cabe a nós atender seus gritos.

Dosador
mL








