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Toda forma de respeito

Isis Cardoso quarta-feira, 27 de junho de 2012

AVISANDO: outro post sob perspectiva pessoal.

Uma coisa que eu não entendo é o preconceito. O Brasil tenta ser um país igualitário tendo lei contra racismo, lutando contra a homofobia, incentivando os direitos das mulheres, promovendo a igualdade religiosa... Ok, bonito, é realmente SUUUPER legal ver todo mundo igualzinho andando de mãos dadas com seus lindos sorrisos falsos. Mas se tem uma "classe" de pessoas que sofre um preconceito sem disfarce, esses são os acima do peso.

Muitas vezes por problemas de saúde, genética ou péssimos hábitos alimentares, o gordo (não vamos ser hipócritas, gordo é a palavra menos ofensiva que as pessoas usam) é discriminado, primeiramente, por si mesmo. Ele olha os pneuzinhos, a barriga pendendo, as gorduras balançando e não se sente feliz. Raramente um gordo se olha no espelho sem roupas, o desgosto é tanto que passa quase a ser um nojo de si mesmo, o que é a pior sensação do mundo.

Como se isso não bastasse, sempre tem um parente pra dizer "cê tem que fazer uma dieta, hein...", "já tomou chá verde?" "bebe mais líquidos" ou um simples "coé, bolota". Mesmo que a resposta seja um sorrisinho, ninguém gosta de se sentir inferior, não pense "ah, não tem problema". TEM PROBLEMA SIM.

A pior fase da vida do gordo é a puberdade, quando ganha os célebres apelidos, como bola, baleia, balão, balofo, adiposidade, bolo fofo, xbacon, pudim de banha, Moby Dick, cover do Faustão (quando era gordo, agora é um a menos), torresmo, suíno, Pumba ou - para os modernetes - fail whale. Nessa época, ou a pessoa emagrece, fica traumatizada pela vida toda ou (piores casos) se mata. Se torna motivo de piada e tem que ser ofensivo ou engraçado para ser respeitado até mesmo pelos outros gordos.

Ainda por cima, tem gordo que faz bullying a si mesmo, o que todo mundo conhece como "gordice". Sabe aquele cara com a calça xadrez e a camisa listrada que fica parecendo um pirulito na barriga? Ou aquela mulher que acha que roupa de malhar é pra fazer a feira e se transforma no mapa das celulites? Isso, meus caros, é o motivo da criação do termo "gordice". São pessoas que não aceitam seu corpo e acabam se expondo ao ridículo de um padrão que não é o seu.

Por outro lado, a indústria têxtil tem, sim, preconceito com gordos. Achar uma calça tamanho 44 já é um garimpo (digo por experiência própria, não me envergonho) e as seções plus-size são as de gosto mais duvidoso das lojas de departamento. As lojas especializadas têm algumas RARÍSSIMAS coisas interessantes,as a maioria são coisas florais ou de cores psicodélicas que beiram o circense.

Respeito não tem forma, não se esqueçam. Ainda mais em um país em que aproximadamente 2/3 dos habitantes NÃO VESTE 38. Então, lembre-se que o corpo é só uma capa, o que realmente importa é o caráter.

(e por favor, vamos criar bom senso...)

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Normal

Isis Cardoso sábado, 19 de maio de 2012
- Sim, esse é um daqueles posts em primeira pessoa sobre coisas que eu percebo sobre mim, só pra avisar. - 

Eu sou uma garota normal. Sim, eu sou. Você pode achar que não, o mundo todo pode achar que não... mas eu sou.
Normal, tímida, leitora de hq's infantis, fã de videogames, quieta quando se trata das condições físicas/biológicas inerentes à intercurso sexual e expectadora ativa de Bob Esponja... Do tipo que gosta de comer e odeia pensar na tabela de calorias que vem atrás do pacote de Doritos.
Eu gosto de escrever poesias, de chorar ouvindo Coldplay, de dançar no meio da sala ouvindo Foster The People, de deitar no chão e esquecer do mundo ouvindo Oasis... e de fantasiar com coisas malucas.
Sou uma garota normal, daquelas que fica no canto das festas enquanto os caras tiram as garotas lindas, magras e promíscuas para dançar; esperando que algum dos garotos desajeitados peça para pelo menos pegar um ponche para mim.
Do tipo de garota que sonha acordada que um cara vai olhar no fundo dos meus olhos e cantar uma canção que ele compôs só para mim; e que ele vai largar o violão, olhar nos meus olhos, me envolver em seus braços e dizer "você é mais do que normal, você é a minha garota". Sem pressão, sem querer sexo, sem se preocupar com o tempo, sem nada. Apenas eu, pelo que eu sou.


Mas até lá... eu sou apenas uma garota normal, no canto do salão esperando que alguém me tire para dançar. Ou, melhor ainda, esperando por uma serenata.


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Amor!

Isis Cardoso sexta-feira, 11 de maio de 2012
Se acha que eu vou fazer um post dedicado a alguém... pois é, você está certo, porque... esse post é pra você! Sim, pra você, leitor, que acha que é uma aberração, que ninguém te ama, que o espelho mostra um ogro toda vez que você fica na frente dele, que você nunca vai ser ninguém porque parece um monstro e ninguém nunca vai te querer.

Posso dizer uma coisa? Mesmo se não puder, você já está lendo o meu post, no meu blog, então eu digo o que eu quiser, já é? Então, a opinião que você tem sobre si mesmo... está errada.

Você é especial, sim!
e não deixe ninguém te dizer o contrário, nem você mesmo.

São as diferenças que deixam o mundo bonito, são as imperfeições que nos permitem ver como a raça humana nunca será homogênea e padronizada. Quilos a mais ou a menos, acnes, cabelos com vontade própria, sorriso assimétrico... O que você chama de "IMPERFEIÇÕES" são o que te torna original. Não desdenhe de si, aposte que existe, sim, gente que quer ser igual a você: Uma pessoa maravilhosa, que faz as inúmeras qualidades sobressaírem os detalhes sem importância que você chama de defeitos.

O Livro Sagrado diz para "Amar o próximo como a você mesmo", então... aprenda a se amar. Se você não se ama, nunca será capaz de ceder este sentimento a alguém. Ame as coisas lindas que existem em você, perceba os detalhes que você gosta, erga a cabeça e diga

"Eu me amo."

Não é se "achar". É "ter certeza" de si. Respire fundo, afirme sua certeza e seja feliz. Ame-se, e cuide-se.


Dosador

mL
 
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