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O sorriso do Curinga

Isis Cardoso terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Why so serious?


Wilkomen!

Geralmente eu não escrevo sobre quadrinhos e afins, nem ponho imagens nos posts sérios, mas dessa vez eu fiz isso para poder transmitir a mensagem desse post de um jeito melhor.
O sorriso do Curinga é algo enigmático, que traz medo até à alma mais tranquila.
E, assistindo ao documentário "Boy Interrupted", foi instantânea a minha ótica sobre Evan Perry durante todo o filme: ele, como vítima de seus próprios pensamentos sombrios, maquinava fria e até mesmo naturalmente sobre o momento de sua morte (desde a infância até o momento de sua morte, com 15 anos), mas, até mesmo nas fotos onde ele estava em crise do transtorno maníaco-deprressivo, sempre se mostrava um sorriso amedrontador no canto de sua boca, ofuscado por profundos olhos azuis e tristes. E esse fato me remeteu não apenas ao sorriso do Curinga, mas ao sorriso sofrido e hipócrita de uma sociedade de aparências.

O Curinga é um personagem peculiar. Ele é um amante da arte e da beleza estética, entretanto sua mente é invadida pelas suas trevas interiores, ele é um sofredor e, acima disso, sente prazer em ver o sofrimento alheio... Mas a parte mais sinistra de tudo isso é que ele sempre mantém o sorriso em seu rosto.

Seria seu sorriso uma evidência óbvia de seu transtorno bipolar ou apenas uma imposição mal feita da colocação "sempre mantenha um sorriso em seu rosto" ? Podem ser levadas em conta as duas hipóteses.

O Curinga é um ser suicida. Mas não obviamente, do tipo de pular de prédios ou cortar a artéria jugular. O curinga é um suicida sutil; ele deseja ser pêgo, punido intensamente e até mesmo ser morto em um ato de crueldade. Querer é pouco, ele anseia por isso, e seu sorriso ganha uma motivação especial quando ele é contrariado ou corrigido. Ele pode estar sério, mas seu sorriso assustador é a evidência mais óbvia de que deixar de existir seria uma glória para ele.

Ele também é um exímio artista ,e quer mostrar ao mundo seus serviços para tornar o ambiente ao redor mais belo e sorridente. Para ele, as pessoas não devem estar tão carrancudas, transparecendo toda a sua chateação com o cotidiano, mas devem mostrar sua superioridade (ao menos aparente) com um "belo" sorriso estampado no rosto, acima de qualquer mazela.

Todavia, acima de sua conduta masoquista e seu senso bizarro de estética, o curinga é o retrato de nossa sociedade, cada dia mais bipolar, que se mata aos poucos mostrando sua depressão agressiva, mas, mesmo estando séria, mantendo um sinistro sorriso (ainda que no canto da boca).

É estranho mostrar o transtorno bipolar não como uma doença de suicidas que se fizeram tratamento com lítio sem sucesso, mas como uma máscara que qualquer um pode obter internamente. Quando tudo está errado e os pensamentos são os piores possíveis, todos os indicadores são para pôr um sorriso no rosto e agir como se estivesse tudo bem. E isso corrói como um câncer, causando o aumento da incidência de suicídio todos os anos, principalmente nas classes mais altas.

Mas a vida vale a pena. A dor existe para ser demonstrada externamente, expelindo-a de seus pensamentos. Morrer não é a solução de todos os problemas que existem no mundo, é ignorá-los de maneira egoísta e impedir-se de encontrar a solução.
É isso. Aceito opiniões diretas no Twitter e perguntas no FormSpring.
À propósito, conhece o SOUL? Sei que não, então...experimente. É um ótimo blog pra quem gosta de música além do óbvio.
*- Pra quem não percebeu, os nomes dos sites estão como HYPERLINKS. É só clicar neles que você vai estar lá em um instante. Fica a dica.
Tschüss!
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Apenas um "Oi" - CONTO

Isis Cardoso segunda-feira, 11 de janeiro de 2010 ,
Wilkomen!

2010 só começando, e já estou avisando que semana que vem NÃO TEM POST, porque quem vos escreve fará uma breve jornada bacteriológica recreativa de uma semana, mas retornará trazendo amostras dos pensamentos de sua mente infecta pela viagem e pelo ar salgado do mar... Isso foi tão científico!

Então eu trago a vocês o primeiro conto do ano. Não tá muito grande, e também não é continuação do outro, lembrando a vocês que todos os meus contos são aleatórios.

Apenas um "oi" daquele moreno simpático fazia a garota destraída daquela rua deserta querer ser mais corajosa, mais bonita, mais sexy... enfim, MAIS.
Todos os dias, quando ela chegava em casa, olhava do portão para a rua e o via. Ele também morava em sua rua, e nem imaginava o que se escondia por trás dos sorrisos tímidos que ela dava para ele à tarde, à noite ou quando o visse na rua.
Às vezes ele à via, outras não... mas sempre que ela olhava para ele, coisas se passavam por sua cabeça. Algumas coisas absurdas, outras ridiculamente inenarráveis; mas seja lá o que fosse, ela queria ele, nem que fosse por um instante.
Não queria compromisso nem nada parecido com isso, mas toda vez que ele sorria e se dirigia a palavra à ela, toda a vontade de tê-lo em seus braços e beijá-lo com o melhor beijo que uma garota pode fornecer se apossava dela.
Talvez não fizesse efeito. Talvez fizesse. mas o melhor que ela poderia fazer era olhar, e no máximo dizer apenas:
"-Oi."

Por hoje é só, pessoal, mas eu volto com mais coisa, e talvez até mesmo um... videopost?! Eu sei que vocês gostam das loucuras que eu digo em vídeo.

Tschüss!
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Filme - Jennifer's Body

Isis Cardoso sábado, 14 de novembro de 2009



Wilkomen!


No momento em que eu vi "Drag me to hell" (Arraste-me para o inferno - em Português), eu achei o filme tosco, porque tinha o intuito de ser um filme de terror, mas tinha muitas tomadas que poderiam ser consideradas cômicas, por isso eu não gostei muito, apesar de ter me entretido bastante.


Até que, lendo as críticas sobre o filme, descobri que não se tratava de um terror escrachado, como "O Exorcista", "Sexta Feira 13" ou até mesmo "Jogos Mortais" (não gosto desse tipo de terror); nem um tipo de terror "água com açúcar", como "O Grito" e "O Chamado", mas se tratava de uma categoria distinta de terror, o Terror Trash.

Me interessei muito por essa estética de terror, pois me parecia até bastante irônica e sarcástica, com elementos exagerados... e queria um filme que preenchesse minha vontade de terror trash, até que eu vi o clipe do Panic!At the disco chamado "New Perspective".
Gostei do clipe, e ele era da trilha sonora de um filme chamado "Jennifer's Body".

Na hora eu quis ver o filme. Em português o filme se chama "Garota Infernal" mas o título em inglês é bem melhor.
Até que nesta sexta feira, 13 de novembro de 2009, eu vi.

E apresento a vocês meu ponto de vista sobre o filme.


JENNIFER'S BODY.

Pra começar, a Jennifer Check, personagem da talentosíssima Megan Fox, é a típica adolescente popular e fogosa do colegial americano (nada fetichista, né?) e amiga da super tímida e quietinha Anita (ou Needy)Lesnicki (interpretada por Amanda Seyfried - que também arrasa na interpretação - , a Sophie de "Mamma Mia!" e Karen de "Meninas Malvadas") desde criança.
As duas vão ver o show da banda Low Shoulder numa taverna local, e o vocalista (Adam Brody, o Seth Cohen de The O.C.) "se interessa" por Jennifer por achar que ela é virgem (hãm...), mas Needy (como sempre tem uma amiga que empata) vai tentando tirá-lo da jogada.
Até que no meio da música "Through the trees" a taverna começa a pegar fogo, somente escapando Needy, Jen e a banda "miraculosamente", por assim dizer. Os caras da banda chamam Needy e Jen para sua van, porém só Jen aceita ir, apesar de Needy dizer pra ela não entrar.
Daí... Jen volta para a casa de Needy toda ensanguentada e com um demônio no corpo, uma vez que o sacrifício satânico que a banda Low Shoulder fez pra conseguir fama e riqueza não deu certo (porque Jen não era virgem... otários!) e ela tem que devorar carne humana para permanecer viva.

A amizade entre Jennifer e Needy é beem estranha, não pelo fato de uma ser popular e sexy e a outra ser quase uma excluída, mas porque apesar delas se conhecerem desde crianças e Needy ter namorado, rola uns beijos e amassos entre elas (tipo quase lá...desconcertante pra quem não curte esse tipo de intimidade retratada - me inclua).

O filme é uma sátira à várias coisas, desde bandas que se entregam ao demo até os EMOS estúpidos que vivem querendo morrer mas no fim são frouxíssimos, passando pelo clichê de amigas compartilhando o mesmo cara e até mesmo a primeira vez de uma garota (interrompida por suas visões dos caras mortos por Jen e ela endemoniada... Bu.).

Mas... eu gostei. E eu não esbocei o filme todo, então, se você se interessou e não tem problemas ao ver uma garota despedaçando um cara e comendo seus órgãos internos... veja!

Se vocês estão se perguntando se eu vereei Lua Nova e/ou This is it, saibam que VEREI. Acho que esse mês ainda tem entrevista, mas tô vendo com quem eu faço.

Tschüss!!!

Dosador

mL
 
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